31 de maio de 2008

Diálogo do primeiro trailer-teaser de TDK

Bruce Wayne: Eu sabia que os criminosos não iriam se render sem lutar. Mas isso é diferente, eles passaram dos limites.

Alfred: Você passou dos limites primeiro, senhor. Você arrasou com eles e em desespero eles se voltaram para um homem que eles não compreendiam totalmente. Alguns homens não estão buscando por nada lógico, eles não podem ser comprados, intimidados, chamados à razão ou até mesmo negociar com eles... alguns homens só querem assistir o mundo queimar.


Coringa: Começando hoje à noite... Pessoas irão morrer. Eu sou um homem de palavra.

Matéria de aluna de jornalismo da UNI-BH


Um editor de economia pelo mundo dos quadrinhos

Jornalista mineiro lança livro sobre o Cavaleiro das Trevas no 4º Festival de Quadrinhos

Denise Lucas da Silva

Ele prefere ser chamado de estudioso do fenômeno Batman a batmaníaco. O jornalista Sílvio Ribas é um mineiro de 35 anos, quase casado – é noivo de uma médica –, e que se dedica a muitas coisas, dentre elas a pesquisar sobre o Cavaleiro das Trevas. Sua paixão pelo herói começou quando ainda era criança, lá pelos seis anos. Em sua infância em Curvelo, criou no fundo do quintal da casa de seus pais uma bat-caverna. Desta época, ainda guarda o bat-móvel que estava, até há pouco tempo, escondido no fundo de seu guarda -roupas.

Sua paixão pelo herói dos quadrinhos não parou na infância. Em 1991, ano em que se formou jornalista, produziu um vídeo-documentário sobre o herói. Durante anos, foi sócio da Biblioteca Nacional das Histórias em Quadrinhos e fundou, juntamente com amigos, o Correio Gotham, clube de intercâmbio postal de bat-fãs de Minas, São Paulo e Paraná. Leitor assíduo do universo Marvel, sua coleção de gibis tem atualmente cerca de 3 mil exemplares. Em sua carreira na imprensa, foi repórter, editor e comentarista econômico. Começou em 1993 no Diário do Comércio, de Belo Horizonte, e trabalhou durante sete anos na Gazeta Mercantil – nas sucursais de BH e Florianópolis e na sede, na capital paulista. Ganhou vários prêmios jornalísticos, entre eles o Abic, Caixa Econômica Federal, Fiesc e Fiat Allis.

A idéia de escrever o Dicionário do Morcego surgiu em 1994, quando Ribas propôs ao fã-clube, do qual era sócio, a elaboração de um dicionário do Batman. O projeto não avançou devido à dificuldade de comunicação entre os membros, espalhados por vários estados do país. Com a proximidade do quinto filme – Batman Begins –, o ambiente ficou favorável para que o projeto saísse da gaveta e fosse parar nas livrarias.

Ribas vê o herói como um símbolo de obstinação, e afirma não se identificar em nada com o homem morcego. Será? Apesar da paixão por Batman, sua vida profissional não se fundiu à do fã. Ribas considera que são duas dimensões da mesma pessoa: o editor-assistente do caderno de economia do jornal Estado de Minas e o fã do Homem Morcego. Seria uma identidade secreta para o jornalista? O homem da imprensa sério, compenetrado em sua função de manter o público informado e, por trás desta postura, o autor do Dicionário do Morcego?