2 de maio de 2012

Batman by Kratts

Forçando a barra do desenho animado dos irmãos Kratts - Wild Kratts/Aventura com os Kratts - em cartaz na Discovery Kids. Mas não tem como não se lembrar do morcegão ao ver os personagens convertidos em morcegos graças à sua roupa hig-tech. Para quem não conhece o cartoon baseado em dois personagens da vida real, a dupla se torna qualquer animal selvagem graças à tecnologia.

Zeróis de Ziraldo

Foto feita na exposição no Museu da República, em Brasília. O sorriso amarelo do Batman de sete dentes... Este é, aliás, o nome de um dos capítulos do meu Dicionário do Morcego.

Bale, nascido para ser Batman

Será que ele foi predestinado ou o desejo falou mais alto? Desde pequeno o ator Christian Bale dizia que queria ser o Batman no cinema. Depois de seu papel de destaque ainda garoto, em O Império do Sol, faria sucesso na telona como um psicopata de sobrenome Bateman. Curioso, né? E foi com a missão de recolocar a lenda nos trilhos na indústria cinematográfica que ele cumpriu o destino. Parabéns e obrigado por honrar o personagem. Vejamos a foto dele acima tirada ano passado, durantes as gravações do mais recente filme do herói, que estreará no mês seguinte. Ele disse já estar com saudade do "velho amigo" Batman. Abaixo a imagem dele aos 15 anos. Esqueci outra curiosidade?

Catwoman or Talia?

Essa é uma aposta que estou fazendo. Não vi em lugar nenhum, mas estou fazendo uma altíssima aposta, a de que a vilã de The Dark Knight Rises, interpretada por Anne Hathaway, não é a Mulher-Gato, mas sim uma vingativa filha de Ra's Al Ghul. Minha tese se baseia no fato de que não está seguro nas declarações do diretor Chris Nolan de que era será chamada de Mulher-Gato. Além disso, a máscara felina não foi usada todo o tempo. Para completar, uma menina do elenco deixou vazar que a chegada de Talia agitou a história toda. Por fim, lembro a todos que no primeiro filme da trilogia, o Batman Begins, todo mundo foi enganado sobre quem era Ra's Al Ghul. Até os brinquedos licenciados vieram com nomes trocados. Acho que Nolan vai tentar emplacar essa dentre várias surpresas bombásticas. Quem me acompanha na bat-aposta?

Piada fácil, polêmica idem

Eu nem ia comentar, mas seguidores pedem minha opinião sobre a polêmica envolvendo as declarações do brilhante roteirista escocês Grant Morrison sobre Batman. Como jornalista, sei que a imprensa investe nos títulos, nas frases e nos detalhes do texto para atrair o máximo de atenção e de repercussão. No caso da entrevista dada por Morrison à edição de abril da Playboy norte-americana os veículos de comunicação foram em cima dessas diretrizes dando mais peso à afirmação dele que Batman era "gay, muito gay". A infelicidade da abordagem é tão grande quanto das afirmações do entrevistado. Ele próprio contemporiza que o herói é, sim, hétero, mas parte de um "conceito gay". Acredito que nem a comunidade homossexual aceita esse tipo de argumento. Ou é ou não é. E o Morrison, que recebe salários da DC (editora dona do homem-morcego) há 20 anos para escrever sobre ele, sabe e afirma que o mais popular personagem de quadrinhos, com sete décadas de sucesso, não é, nunca foi e nunca será gay. Quanto ao "conceito", aí cabe todo o relativismo psicanalítico, semiótico, sociológico e mediático possível. Apostar nas hipóteses por inferências pobres é ressuscitar teses criminosas (e até preconceituosas contra os gays) de loucos como o professor austríaco Frederic Wertham, o "pai" da mais longa e famosa calúnia sofrida a um personagem fictício, justamente a de que Batman seria um apologista da homossexualidade e da corrupção de menores. Em pleno século 21 não podemos aceitar mais a piada fácil e a polêmica fácil. Leiamos as milhares de histórias publicadas (HQ como base), seus diálogos, cenas e balões com pensamentos. Basta isso para encerrar de vez com essas bobagens que voltam de tempos em tempos. Estética gay em Batman só a deliberada pelo diretor Joel Schumacher, do filme Batman e Robin (1997). Só e somente só. O que vocês acham?